No blog anterior sobre vacinações comentei que era crime não
vacinar crianças contra as doenças que estão no calendário nacional e
internacional de imunizações que não são uniformes e expliquei. O rótulo de
CRIME não se aplica à vacina contra HPV e vamos aos argumentos. Tenho um cliente adolescente/adulto (daqueles
que não largam mais o Pediatra) que é Mórmon, namorado de uma moça da mesma
religião. Ele é virgem, ela também e me diz com a maior convicção que só terá a
primeira relação sexual após o casamento.
Que razão tenho eu de coloca-los num programa de vacinação? Vamos a
outras verdades: até agora nenhuma freira foi diagnosticada como portadora de
HPV. Então, a vacina é para aqueles que pratica ou praticarão atividade sexual
o que representa a esmagadora maioria. Por outro lado se uma família educa
abertamente seus filhos sobre sexualidade com seus enormes prazeres e riscos de
DST (doenças sexualmente transmissíveis) gravidez etc. aconselhando a necessidade do uso de
camisinha (no meu tempo camisa de Vênus que ninguém da minha geração aceitou) e
essas regras são cumpridas, qual a razão de vacinar? O que acontece na prática
é que a educação nos países subdesenvolvidos e ignorantes como o Brasil a
pratica do sexo precoce e irresponsável é até um troféu.. Lições diárias se
sexo livre, traição, galinhagem, são dadas gratuitamente pelas emissoras de TV
e pelo famigerado BBB cujos participantes são chamados até de heróis. Pelas
estatísticas de casos de câncer de colo uterino e das verrugas genitais veio
então o pensamento da vacina para evitar esses casos. Vacina-se no inicio da
adolescência para que ao entrar na atividade sexual cada dia mais precoce,
sobretudo nas regiões nordeste e norte incluindo a prostituição infantil esses
jovens fiquem protegidos. Vale à pena? Claro que sim. Argumenta-se em contrário
à necessidade da vacinação pelo fato do câncer de colo de útero ser um câncer
lento e tratável com sucesso e que pode ser diagnosticado precocemente através
dos exames periódicos do Papanicolau. Aqui cai-se no mesmo problema de
ignorância e qualidade de assistência. A saúde pública no Brasil é uma piada e
eu que estou há 50 anos no batente assisto a essa triste decadência. Médicos
cubanos escravos e semianalfabetos na Medicina para melhorar a assistência. Não
me irrite, por favor. Acidentes com a vacinação podem existir, mas são raros.
Também pode acontecer com as outras OBRIGATÓRIAS e comentei sobre isso no blog
anterior só que se uma criança for vacinada contra o HPV e tiver um acidente
vacinal a consciência pode doer, pois a educação sexual bem feita evitaria esse
fato. Sou a favor da vacina? Sim, pelas nossas condições. Só quero fazer uma
diferença entre ela e as outras. Nessa a opção por fazer ou não fazer existe e
os argumentos e estatísticas são irrefutáveis.
segunda-feira, 24 de março de 2014
segunda-feira, 17 de março de 2014
NÃO VACINAR CRIANÇAS: CRIME
FERNANDO AZEVEDO
Comecei minha vida de médico como Professor da Faculdade de
Ciências Médicas e no Hospital Oswaldo Cruz construí e chefiei o Isolamento
infantil por 10 anos. Assisti coisas dantescas. Epidemia de meningite
meningocócica com muitas mortes e sequelas graves, poliomielite, tétano,
difteria, coqueluche, sarampo, tétano em recém-nascidos. Não eram casos
isolados não, eram enfermarias com essas doenças. Raro o dia em que não fazia
uma traqueotomia para salvar uma criança nas insuficiências respiratórias.
Raiva humana: mais de 20 casos por ano, mais de um por mês. Isso marcou muito
minha vida, sobretudo porque a equipe era pequena e todos eram obrigados a
saber fazer uma dissecção de veia ou uma traqueotomia. Veio a vacina Sabin oral
com vírus vivos atenuados (antes a vacina Salk injetável com vírus mortos) e
pela facilidade de aplicação praticamente extinguiu a poliomielite no mundo
restando focos na África e Índia. A expansão das vacinas contra as doenças
através de calendário regular e campanhas sistemáticas de vacinação trouxe
resultados fantásticos e nenhum médico jovem vê um caso dessas doenças
terríveis nos dias de hoje. Agora surgem grupos de verdadeiros idiotas e assassinos
que não permitem vacinas em seus filhos, um crime previsto em lei. O caso deve
ser denunciado aqui ao Conselho Tutelar. Fanáticos religiosos, sobretudo
americanos estão agora com a facilidade da internet divulgando acidentes que
acontecem com algumas vacinas. Realmente eles podem acontecer de uma forma
milionesimal, sem importância estatística. Já houve casos com a vacina oral
para tuberculose (BCG oral) e continuam a acontecer, sobretudo com as vacinas
de vírus vivos atenuados. Crianças imuno suprimidas podem adoecer da doença
para a qual estavam tentando imunidade. É doloroso acontecer, mas o benefício
para o mundo é incontestável. Há um calendário internacional de vacinações, mas
existem algumas doenças como tuberculose. Hepatite A que não são feitas. Febre
amarela só em situações especiais. A nova vacina contra HPV pode ser
desnecessária em grupos com boa educação ou abstinentes sexuais Outras estão
sendo negligenciadas e com isso estão de volta ao cenário como o Sarampo e a
Coqueluche com recente surto no Recife e Fortaleza. Não se pensa em vacinas
para doenças banais. Pesquisam-se imunizações contra a Dengue, AIDS, Malária,
pois o combate a essas doenças é difícil. Fiquem atentos e não se deixem levar
por essas insanidades. A vacina é obrigatória para as indefesas crianças. Ela
não lhe perdoará se contrair uma dessas doenças.
quinta-feira, 13 de março de 2014
VARADERO
FERNANDO AZEVEDO
Varadero fica a 140 km de Havana. Num ótimo
ônibus e numa bela estrada aonde à esquerda você vê o mar azul caribenho e à
direita você vê pasto de gado e muito verde (essa época é o inverno deles)
fizemos esse complemento de roteiro turístico. Se você não passasse por Havana
e lhe colocassem de repente naquele cenário você não acreditaria que estivesse
em Cuba. Varadero é um lugarejo com uma
avenida principal onde se encontram pequenos e médios hotéis, restaurantes
variados e lojas de artesanato. Chegamos ao nosso resort da rede Meliá. Primeiríssimo
mundo em instalações e sistema all inclusive.
Com certa rapidez colocam pulseiras de identificação e a partir daí já
podemos desfrutar o hotel. Só conseguimos entrar nos nossos quartos às 16 horas
e chegamos perto do meio dia. Aconselho a quem for que leve numa mochila ou
similar, roupas de banho que possam ser trocadas logo e desfrutem a maravilhosa
praia e piscinas da forma mais rápida possível. É vivendo e aprendendo. Ficamos
hospedados num chalé o 136. Como sou muito desorientado apesar de ter
indicações no caminho, salvava-me um cachorro que estava num chalé vizinho.
Assoviava o tradicional fiu fiu e ele respondia e então sabia que estava perto.
Não sei se tenho realmente vocação para pobre, mas não tem jeito de gostar de
resorts. Gosto de hotel e de rua logo que descer do elevador. O lobby de um
resort para mim se assemelha a uma grande sala de espera de consultórios de
múltiplas especialidades aonde o obeso mórbido vai levar seus exames e marcar a
cirurgia, o sequelado de um derrame faz sua reavaliação, uma prótese ortopédica
é testada e a (o) velhinha (o) da o seu passeiozinho com a cuidadora. Ficar
deitado numa rede ou numa cadeira de piscina me subtrai o restinho de
inteligência que ainda da para consumir em alguns anos. Dia seguinte tomamos um
trenzinho do hotel que nos leva a vários resorts conjugados até nos deixar no
ponto de um ônibus turístico (de preferência vá no andar de cima) onde você
paga 10 Cucs e anda livremente o dia inteiro. Vale a pena. Em Varadero encontrei um mini
shopping com algumas lojinhas de bom padrão e um supermercado com seis pessoas
(eu , Márcia, Carlos Alberto e Fátima Tiago e Vitor esses meus netos tortos que
cada dia quero mais bem). Voltamos no ultimo ônibus e fiz minhas comprinhas de
duas telas (gostei muito da pintura deles) um cachorro de madeira em uma peça
única e uma escultura de músicos. Dia seguinte Varadero- Aeroporto de Cuba e
nesse percurso o cenário muda um pouco e existe a agricultura e caminhões de
boias frias com evidentes sinais de pobreza. Se você ainda tem Cucs troque por
euros ou traga de lembrança de um país que certamente em anos próximos se
libertará dessa semiescravidão. Cuba é um país que adora o “capitalismo
selvagem”. Visite Varadero e veja.
Os maiores elogios a CT Turismo e beijos em
Mônica e Larissa nossas fiéis escudeiras.
quarta-feira, 12 de março de 2014
HAVANA– HOSPEDAGEM ALIMENTAÇÃO E MÚSICA
FERNANDO AZEVEDO
Como descrevi no primeiro comentário
ficamos hospedados num hotel centenário classificado como 4 estrelas. Bem junto
há um cinco estrelas mais elegante e bonito, mas isso não é o importante. A pessoa
em Havana deve se hospedar no centro justamente para andar e conhecer a cidade
pausadamente. Num bairro chamado Vedado, existem os melhores hotéis, mas você
precisa de taxi para ver tudo. Não vale a pena. Uma coisa que me interessou
pelas leituras que faço antes de viajar, foi conhecer as “casas de renta” ou os
rooms for rent. Meus companheiros são medrosos e ninguém se arriscou a entrar.
A casa que conheci (existem várias, é como conseguem uma renda extra) era
simpática com um quarto para três pessoas, ventilador e um banheiro limpo.
Hospedagem e uma refeição a 30 Cucs por dia e nada que meta medo, uma casa de
família, hospedagem atraente para um mochileiro por exemplo. Os hotéis são
caros. O turismo internacional em Cuba cresce de forma impressionante e dados
de 2005 já referiam 2.300 milhões de turistas ano, que da emprego a mais de
300.000 cubanos sendo essa hoje a maior fonte de renda do país. Como a
qualidade do turista é boa e a faixa etária mais idosa os hotéis
obrigatoriamente tem que elevar seu padrão. A alimentação é boa e o preço
também. Nas praças se encontrar uma carrocinha que vende um sorvete de coco numa
quenguinha não deixe de tomar um e traga outro num isopor para mim. É
imperdível. Todo programa turístico tem sempre o que chamo de “pega besta”. É
aquela coisa montada, tipo casas de fado ou de tango. Assistimos a um
espetáculo desses num hotel. O gostoso foi chegar lá num Cadillac conversível
1951, de cambio automático e levando seis passageiros. Cuba não pode perder
esse charme que de repente faz você
retroceder 60 anos. Conversando com o motorista ele falou da dificuldade de
manter esses carros, pois qualquer peça quebrada tem que ser refabricada por
eles. O espetáculo musical foi bom, mas acho a música caribenha muito mais para
dançar. Ouvi-la é ótimo também, mas não é para ficar sentado numa cadeira por
mais de uma hora. Nos hotéis estão sempre grupos musicais presentes e
deliciosos. Ganham gorjeta dos hóspedes e vendem CDs a 10 Cucs. Assisti a uma
quase adolescente tocando Tico Tico no Fubá ao violão. Quando ela parou
perguntei: Qual o nome dessa música? Ela respondeu: Tico Tico. Completei e
expliquei a razão do nome e o autor que ela também nunca tinha ouvido falar.
Interessante é que todos os grupos musicais vocalizam. Há o cantor solista, mas
sempre fazem 3 a 4 vozes. De forma muito gostosa. Escrevo ouvindo-os. Da música
brasileira ouvi uma vez Garota de Ipanema e Mais que nada.
CURIOSIDADES – andando pela cidade
encontramos dezenas de cachorros, o que se chama aqui de cachorro vadio. Lá
todos tem um crachá no pescoço com o nome e o lugar onde habitam. Estão sempre
próximos a militares ou dando um bom cochilo.
Deixei Havana com saudade de tudo, mas acho
que os três dias completos são suficientes para o turista. Mais que isso seria interessante
se pudesse conhecer a área médica, hospitais etc. Cuba já foi considerada a 6ª.
Medicina do mundo e na minha formação tive um Professor cubano, o Dr. Arturo
Aballi. Hoje Cuba é a maior exportadora de médicos para países subdesenvolvidos
sendo junto ao turismo, tabaco e açúcar as maiores fontes de renda do país.
terça-feira, 11 de março de 2014
CRONICAS SOBRE CUBA (2)
FERNANDO AZEVEDO
Acordamos segunda feira e como sempre abro
os restaurantes. Café da manhã comum como em todos os hotéis, mas com uma coisa
que nunca tinha visto: massas (talharim e outra massinha tipo inhoque) com
molho de tomate e saladas de legumes. Fomos conhecer Havana num dia lindo e uma
temperatura muito agradável. É obrigatório conhecer a cidade a pé. Para as
pessoas com alguma dificuldade de locomoção ou que não aguentem o rojão, existe
uma coisa chamada bicitaxi que custa 10 CUCS a hora e você vai explorando a
cidade que realmente encanta pelas largas ruas e avenidas, calçadas ótimas e
praças agradáveis que são um local de convivência importante numa cidade. Numa
primeira praça funcionava um sebo e venda também de peças antigas como
relógios, pequenos objetos de mesa como vemos em nossos antiquários. Uma coisa
chama a atenção: perto de 100% dos livros são sobre Che Guevara e Fidel e
alguns Hemingway e assuntos diversos. Seguimos andando e da forma que você vê
ruas estreitas e agradáveis com prédios limpos e conservados, depara-se também
com verdadeiros cortiços de uma pobreza e promiscuidade gritante. Como tinha
como companheiros de viagem dois amigos arquitetos (Mônica e Moisés) e como sou
um perguntador juramentado aprendi que o modelo arquitetônico de Havana é tipo
geleia geral, acreditando eles que pela falta de uma mão de obra de qualidade,
a leitura das plantas não eram fiel e elementos locais eram introduzidos nas
construções. Outro detalhe explicado por Moisés é que as ruas sofrem pequenas
angulações de forma que o pedestre não a enxerga em toda a extensão, tirando
aquela sensação de preguiça de andar um longo trecho. Cubanas vestidas a
caráter, com charuto enfiado na boca nos pegam para fotografias em busca de
alguns cucs (peso cubano do turista) músicos também compõem a cena e ouvi um
trompetista que tirava do instrumento um som delicioso. Muitos grupos de
estrangeiros em diversos pontos da cidade, sempre europeus. Só nós falávamos português.
Seguimos para o Centro de artesanato a única coisa que Havana vende. Os
adoradores de shoppings procurem outro lugar para ir. Chama a atenção entre os
artesanatos joias, diversos instrumentos musicais percussivos, caixas lindas de
madeira para armazenar charutos e as camisas e bonés revolucionários. Um povo
muito simpático e alegre recebe o turista. Na volta para um belo almoço num
restaurante italiano que era vizinho ao nosso hotel (preços ótimos e comida
deliciosa) contratamos 2 côcotaxi, cada um levando 3 passageiros. Uma moto em
forma de coco, uma delicia de transporte numa cidade com um transito calmo. Só
o motorista usa capacete, mas confiávamos na medicina cubana em caso de
acidente.
segunda-feira, 10 de março de 2014
CRONICAS SOBRE CUBA (1)
FERNANDO AZEVEDO
Desde o ano 2010 quando completei 70 anos, vivo sob um regime ditatorial turístico chefiado pelo Comandante Carlos Alberto e suas fanáticas subcomandantes Fátima e Márcia. Não admitiam que não conhecesse a Europa e determinaram que anualmente teria que ir por lá. Dessa vez no Carnaval me impuseram um roteiro: CUBA. Reagi energicamente, mas fui facilmente dominado pelos três. A ditadura turística determina o período que vou como e onde pagar e nas vésperas chega o homem com os dólares ou euros na minha casa. Só tenho que agradecer aos ditadores. Não que não quisesse conhecer o mundo, mas uma tal de preguiça era superior a tudo. Voltemos à CUBA. Tenho ojeriza aos irmãos Castro, ao assassino Che Guevara e os assemelhados pelo mundo. Tenho pena de um povo que desde descoberto por Cristovão Colombo em 1492 viveu sob o domínio espanhol que exterminou suas origens indígenas, que sem mais mão de obra importou africanos para escraviza-los dando sequencia à busca de asiáticos e europeus para branquear o país já “preto demais”. Povo que viveu após a guerra hispano-americana sob o domínio do Fulgêncio Batista ditador também que levou o país aos mais miseráveis índices de indigência, até acreditar que sua libertação viria com Cienfuegos, Raul e Fidel Castro e Che Guevara que expropriaram todos os bens privados e há mais de 50 anos dominam e privam o pensamento do seu povo. Assassinos de corpos e ideias. Se penso assim por que ir lá? Mas fui. Cheguei a Havana através do Panamá (7 horas) e depois Cuba (mais duas horas e meia). Ao chegar pensei estar na Arena Pernambuco. O aeroporto é todo em vermelho e branco. Muitos militares homens e mulheres fardados fora os possíveis paisanos não causam aquela impressão de descontração que o turista espera. No exame do meu passaporte um a demora incômoda. Na busca das malas vários cachorros que a gente sabe que existem em todos os aeroportos farejando malas lá no depósito, em Cuba “revistam” nossas sacolas, cheiram nossas pernas e eu timidamente fotografava com certo medo as cenas, mas queria realmente fazer um relato do que era possível fazer. Seguimos então para o hotel Plaza bem no centro de Havana num confortável ônibus com um guia muito simpático que nos tranquilizava quanto à segurança da cidade, recomendando somente não andar sozinho após a meia noite por prudência. Um hotel 4 estrelas de mais de 100 anos com aspecto decadente realmente era nossa hospedagem, mas não ligo para essas coisas. No salão de espera duas gaiolas tipo viveiros abrigavam pássaros, simbolizando ali que os bichinhos tinham direito a comida diária, educação e um possível bom veterinário, mas tal qual o assum preto de Luiz Gonzaga pensava “tudo em vorta é só beleza/ sol de Abril e mata em frô/ mas assum preto cego dos óio/ num vendo a luz/ ai canta de dor. Aos que fizeram planos telefônicos aqui no Brasil ou pensavam usar wi-fire desistiram. Essa era a primeira impressão. Estávamos cansados. Precisávamos de um banho e uma boa cama.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
CARNAVAL
FERNANDO AZEVEDO
Vem, vem meninada, vem conhecer o Galo da Madrugada! Vem conhecer caboclinhos, maracatus,blocos e manter essa chama cultural bem acesa. Cada vez mais fico encantado com a época carnavalesca, hoje participando mais do pré-carnaval e viajando desde o ano passado nos dias para atender os reclamos acumulados há quase 50 anos. Os blocos infantis cada dia maiores e com nomes ótimos, o Recife antigo. Falando nele custo a acreditar no que deu uma reunião de bloquistas comandado por Gerson e Murilo do Lilly, onde no Gambrinus se tocava violão e cantava músicas de frevos de bloco. Essa foi a semente e a ela dediquei o meu frevo de bloco Recife Antigo com várias gravações e hoje praticamente um hino de todos os blocos. Recife, Recife, ouço ao longe você me chamar, Recife me espera que outros blocos também vão chegar e por fim Madre de Deus toque os sinos, abre tuas portas Gambrinus que os blocos do Recife querem entrar. Aproveitem o máximo e em relação às crianças, fantasias leves que o calor está grande, hidratação permanente e cuidado com alimentação sem garantias de higiene. Domingo de carnaval sigo para Cuba. Eu não vou vão me levando como dizia a antiga marchinha carioca. Sei que será muito bom, pois vou com ótimas companhias e a ilha é linda. Vou com o olhar de cronista também e na volta conversaremos sobre o que vi
O blog retorna após o carnaval, pois quero todo mundo na rua e computadores desligados. Até a volta.
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