segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

BOA PRAIA

FERNANDO AZEVEDO

“Quem é de fato um bom pernambucano” como dizia meu saudoso amigo Luiz Bandeira não sai da terrinha em Janeiro. Sai do Recife. Recebem os parentes que moram fora e os turistas de todo o Brasil superlotam nossas praias. Alguns querem realmente repouso e outros badalação passando o dia dormindo e curtindo a noite e esse é o grupo dos adolescentes que não aparecem na praia e voltam das férias só com o banho de lua. Alguns cuidados para não perderem a alegria de umas férias planejadas vale à pena serem lembrados.
1. Se seu filho enjoa em viagem de automóvel meia hora antes de viajar dê uma dose de DRAMIN gotas – assim ele provavelmente dormirá e chegará muito bem.
2. Alimentação – um bom café da manhã é prudente. Depois na praia entram os picolés, água de coco para uma boa hidratação e não dê de forma alguma alimentos suspeitos como peixe, ostras, camarões etc. que se deterioram facilmente. Leve numa caixa térmica sucos, frutas aquosas como melancia, abacaxi e periodicamente ofereça à meninada.
3. Em praias superpovoadas não perca de vista o pirralho e uma identificação numa pulseira é prudente. O números de crianças que se perdem em praia é alto.
4. O sol faz bem antes das 9 horas, mas depois dessa hora o protetor solar é uma boa. Não use os sprays, pois não fazem uma boa camada protetora.
5. As praias do interior ainda têm muitos insetos e os repelentes e inseticidas são válidos, sobretudo na parte da tarde quando aparecem mais. A pele já agredida pelo sol, quando picada por mosquitos que provocam coceira provocam às vezes inflamações importantes e lá se vai a temporada tão esperada.
6. Não confiar em boias de braços. A corrente leva a criança. Mesmo os que sabem nadar devem ter o maior cuidado com correntezas e não brincar com c0olchões infláveis etc.
7. Todo cuidado com atropelamentos por jet-sky, barcos em geral, autos e motos que invariavelmente invadem as praias do nosso litoral.
8. A turma da balada tem que tomar umas e outras com moderação sendo às vezes nas férias que começa o hábito da bebida e que segue em frente na volta às aulas.
9. Lembrar que os pais dormem até tarde, pois curtem a noite, que as piscinas de casa ou hotel são um chamariz para os pequenos.
10. Boas férias.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

TOPLESS E MAMAÇO

FERNANDO AZEVEDO

Quer um grupo de mulheres de Ipanema ter o direito de andar com os peitos de fora e acho que é uma reivindicação a ser julgada. Mas vamos aos fatos. Diz esse grupo que do jeito que existe o MAMAÇO, elas também tem o direito de expor seus seios. Ora minhas caras senhoras, o mamaço surgiu para a defesa da criança, sobretudo, e pela paixão das mães pelos filhos, coisa muito nobre que não da para ser comparada a coisa vulgar. Algumas mães sofreram o constrangimento de ao amamentarem seus filhos em local público serem advertidas e solicitadas a saírem do local. Coisa de imbecil que nunca teve mãe, que foi cuspido e não parido. Juntaram-se então mães bravas e marcando reunião através de redes sociais realizaram em diversos locais o que ficou conhecido como MAMAÇO. O ato é lindo e incomparável. Uma criança que tem fome é saciada pelo insubstituível leite materno. Ao se olhar essa cena é como aplaudir uma peça teatral em cena aberta. Uma criança deve ser parada para assistir, e copiar quando chegar sua vez de ser mãe. Voltando ao peito aberto e livre ao sol não tenho nada contra, mas acho que vai dar confusão. Se quiserem tomar sol tem sempre um lugar mais reservado para isso. Acho o nu em quadros e fotos uma arte, mas dentro da bela arte existe também a vulgaridade, o mau gosto. O ato de amamentar é lindo em qualquer lugar. Essa é a profunda diferença. A exposição do corpo é um problema de cada cultura no mundo. Os indígenas andam completamente nus e não há nada demais. Nas escolas de samba no carnaval estão todas com os peitos de fora e ninguém liga mais. A mulata globeleza também está nua e as muçulmanas com burca não deixando um centímetro de pela mostra. Ofende-me somente a comparação de um topless vulgar com o mamaço.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

THE VOICE BRAZIL (BRASIL?)

FERNANDO AZEVEDO


Não sei , nem Freud explica, mas não gosto de televisão. Nada me atrai a não ser um futebolzinho que às vezes está passando e eu feito um besta alienado ouvindo pelo rádio do qual não consigo me desligar. Como sabem de minhas tendências musicais me perguntaram se estava vendo o THE VOICE. Nem pensar, mas de tanta insistência de um sobrinho mandei gravar para ver dia seguinte. No dia que assisti se juntasse o time todo não dava um cantor. Veio a finalíssima e mais cobranças e discordâncias da minha opinião. Gravei novamente e assisti passando os comerciais rapidamente. Mesma impressão: nível baixo. Mas vamos começar pelos técnicos. Numa terra em Claudia Leite é destaque e vem aqui para Jaboatão para ganhar um cachê milionário no Réveillon... Daniel é uma lástima, Carlinhos Brown não me diz nada e rendo homenagens a Lulu Santos como excepcional guitarrista, compositor, cantor, um artista que empolga realmente e há muitas décadas. Quanto aos candidatos me chamou a atenção a superprodução do “americano” Sam Alves cantando Halleluiah com um coral de arrebentar enquanto os outros com produção bem mais pobre. Não deve acontecer isso num concurso a não ser que cada um cuide da sua produção. Se a TV Globo é a dona do negócio nãopode privilegiar ninguém. Achei o rapaz com valores a destacar mas soube que só canta em inglês e nessa finalissima fez uma versão da primeira parte devido a críticas anteriores. Não é THE VOICE BRASIL? Nos Estados Unidos onde mora ninguém lhe deu atenção. A parada é mais dura por lá. O Rubem Daniel é mais um. Pedro Lima não é cantor é gritador com um timbre feio, sem graves e ninguém me taxe de discriminador por ele ser feio, baixinho, preto, careca e com um bigodinho supersuburbano, pois eu adorava Sammy Davis Jr que era tudo isso e mais cego de um olho. Vem agora a grande diferença para os concorrentes, o charme , a brejeirice e o repertório tão nacional da paraibana Lucy Alves e melhorainda tocando sanfona e cantando com “mainha e painho”ela no triângulo e ele no violão, a coisa mais brasileira que existe. Em relação às torcidas conseguiu atrair 30.000 pessoas. Para mim ela é A VOZ DO BRASIL. Sam Alves é realmente THE VOICE BRAZIL. O velho complexo de vira-lata do nosso Nelson Rodrigues.

FELIZ 2014

FERNANDO AZEVEDO


Assim como no Natal, o Pediatria e Arte despede-se de 2013 desejando a todos um ano venturoso. Com tantos eventos ele certamente passará rápido. Até Março o Carnaval, depois Semana Santa, pois ninguém é de ferros e tem que descansar para aguentar a Copa de Mundo e o São João. Chegam as eleições em Outubro e logo vem outro ano. Vapt-Vupt. Para a arte 2013 não foi legal. Grandes perdas como Walmor Chagas, Sebastião Vasconcelos, Cleide Yaconis no teatro.  Na música o inigualável Emilio Santiago, o inimitável Dominguinhos e o nosso Rei do Brega Reginaldo Rossi deixam lacunas realmente sem peças de reposição. Meu querido Maestro Menezes, compositor dos mais lindos frevos, nosso regente da Orquestra de Médicos do Recife, Arlindo dos 8baixos. Pegou forte! Vamos em frente esperando que a seriedade se instale em nosso país porque não pode uma Câmara de Vereadores com metade dos seus membros no xilindró. Que novas punições tirem da vida pública em todos os níveis esses descarados ladrões.

FELIZ ANO NOVO

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL

FERNANDO AZEVEDO

Hoje é festa, confraternização, época de meditar um pouco sobre a vida. Não escrevo o habitual blog. Acho que nesse Natal, e sobretudo no ano de 2013 o país pelo seu poder judiciário mostrou que o Brasil está mudando. A cadeia está aberta para receber os intocáveis. A frase o crime não compensa torna-se mais verdadeira.
Feliz Natal e próspero ano novo a todos que lutam pelo bem da nossa pátria.
Que os canalhas reflitam se valeu à pena o roubo, a falcatrua e a dignidade perdida.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A SÍNDROME DO DISMORFISMO CORPORAL

FERNANDO AZEVEDO

Os modelos de beleza que são impostos à sociedade complicam a vida de muita gente, sobretudo a dos adolescentes. É nessa idade que mais existe essa “doença” em pessoas absolutamente saudáveis e bonitas. Aliás, o que é ser bonito(a)? . Em criança ninguém coloque rótulos, pois todas as crianças, rigorosamente todas, são bonitas. É a continuação das nossas vidas, são alegria, graça, leveza, surpresa e todos os possíveis adjetivos elogiosos. Na adolescência vêm grandes transformações corpóreas e começa a valorização desses itens que são variáveis dependendo de épocas. Antigamente não se encontra nas grandes telas de pintores, o biótipo requerido hoje, assim como amanhã terá novas mudanças de padrões. Ser alto ou baixo pouco importa assim como a magreza ou os quilinhos a mais (não sendo exagerado por problemas de saúde) também não é problema. O cérebro sim, esse tem que ser trabalhado para superar essas besteiras estéticas. Desenvolvo esse tema porque é na adolescência ou no adulto jovem que o dismorfismo corporal se acentua e a pessoa não se satisfaz com seus lábios, seu queixo, seus seios, nariz, bumbum e passa a procurar os consultórios de cirurgia plástica para as devidas correções que dificilmente trazem contentamento final e oferecem os riscos que vemos com mortes prematuras por acidentes cirúrgicos e complicações infecciosas. A cirurgia plástica é realmente fantástica, sobretudo a reparadora, mas há sem dúvida um exagero para contentar um jovem ou uma jovem que tem seu psiquismo alterado, mas não seu corpo. É necessário muito critério para autorizar um ato cirúrgico com essa finalidade. Na idade adulta e puxando para a terceira idade é que é cruel a tentativa de rejuvenescimento e isso a gente observa no meio artístico, sobretudo. Envelhecer é bonito, é uma dádiva e muitos melhoram muito com a idade, ficam mais charmosos(as). Vivemos com a cabeça, essa é a parte bonita do nosso corpo.

sábado, 14 de dezembro de 2013

OS VELHINHOS DO NÁUTICO

FERNANDO AZEVEDO

Que fique no registro na história de Pernambuco e do Brasil que o Náutico não virou supermercado ou grupo de espigões graças a dois “velhinhos” alvirrubros: Ricardo Breno Rodrigues (Cacá) o único GRANDE BENEMÉRITO do clube e Annibal Freitas, sócio EMÉRITO e conselheiro. Com a negociação entre o Náutico e a Arena Pernambuco, um excelente negócio para o clube não tenham dúvida, houve uma açodada ideia de negociar os Aflitos para com isso o clube ter rendas para o futebol. O “cavalo estava selado” e não passaria duas vezes. Passou dezenas de vezes, mas o bom senso desses dois velhinhos impediu que o jóquei o montasse e hoje por determinação do Conselho Deliberativo o Náutico é do povo pernambucano. São 112 anos de historia.  Quando chegamos por lá há mais de 65 anos atrás, encontramos uns velhinhos também. Bento Magalhães, Vitorino Maia, Moraes Rego e mais outros homens ilustres e o nosso sempre lembrado e cultuado Eládio de Barros Carvalho. Passamos a copiar os seus passos. Conhecemos a sede velha  e vimos o incêndio. Assistimos a construção da nova e fomos à sua inauguração em 1951. Tudo que está lá testemunhamos desde o alicerce. Nessa fase eleitoral, nós os velhinhos reunidos há anos no terraço de Cacá toda sexta feira, ouvimos os candidatos assim como fomos ouvidos. Em decisão unânime do grupo escolhemos o MTA pelos seus homens e metas. A partir daí estamos ouvindo piadinhas que somos 11 velhinhos, que não somamos que não decidimos eleição e que já éramos. Tudo bem. Nenhum de nós pleiteia cargos, mas exigimos o bem do Clube Náutico Capibaribe. Os velhinhos do Náutico têm família e amigos e o número 11 pode se tornar múltiplo e vai se tornar ou já se tornou. Amanhã, domingo 15 de Dezembro de 2013, os velhinhos estarão sentados numa mesa para conversar e ficar até ver o resultado, conhecer o vencedor. Torceremos pela vitória de Glauber Vasconcelos, Gustavo Ventura e Durval Valença Filho. Se perdermos seremos sepultados. Não ao som da inesquecível forrozeira gonzagueana Marinez e sua Gente, mas sim com a música desafinada de Martinez e seu Bando.

VIVA O NÁUTICO.