quarta-feira, 12 de março de 2014

HAVANA– HOSPEDAGEM ALIMENTAÇÃO E MÚSICA



FERNANDO AZEVEDO
 
Como descrevi no primeiro comentário ficamos hospedados num hotel centenário classificado como 4 estrelas. Bem junto há um cinco estrelas mais elegante e bonito, mas isso não é o importante. A pessoa em Havana deve se hospedar no centro justamente para andar e conhecer a cidade pausadamente. Num bairro chamado Vedado, existem os melhores hotéis, mas você precisa de taxi para ver tudo. Não vale a pena. Uma coisa que me interessou pelas leituras que faço antes de viajar, foi conhecer as “casas de renta” ou os rooms for rent. Meus companheiros são medrosos e ninguém se arriscou a entrar. A casa que conheci (existem várias, é como conseguem uma renda extra) era simpática com um quarto para três pessoas, ventilador e um banheiro limpo. Hospedagem e uma refeição a 30 Cucs por dia e nada que meta medo, uma casa de família, hospedagem atraente para um mochileiro por exemplo. Os hotéis são caros. O turismo internacional em Cuba cresce de forma impressionante e dados de 2005 já referiam 2.300 milhões de turistas ano, que da emprego a mais de 300.000 cubanos sendo essa hoje a maior fonte de renda do país. Como a qualidade do turista é boa e a faixa etária mais idosa os hotéis obrigatoriamente tem que elevar seu padrão. A alimentação é boa e o preço também. Nas praças se encontrar uma carrocinha que vende um sorvete de coco numa quenguinha não deixe de tomar um e traga outro num isopor para mim. É imperdível. Todo programa turístico tem sempre o que chamo de “pega besta”. É aquela coisa montada, tipo casas de fado ou de tango. Assistimos a um espetáculo desses num hotel. O gostoso foi chegar lá num Cadillac conversível 1951, de cambio automático e levando seis passageiros. Cuba não pode perder esse charme  que de repente faz você retroceder 60 anos. Conversando com o motorista ele falou da dificuldade de manter esses carros, pois qualquer peça quebrada tem que ser refabricada por eles. O espetáculo musical foi bom, mas acho a música caribenha muito mais para dançar. Ouvi-la é ótimo também, mas não é para ficar sentado numa cadeira por mais de uma hora. Nos hotéis estão sempre grupos musicais presentes e deliciosos. Ganham gorjeta dos hóspedes e vendem CDs a 10 Cucs. Assisti a uma quase adolescente tocando Tico Tico no Fubá ao violão. Quando ela parou perguntei: Qual o nome dessa música? Ela respondeu: Tico Tico. Completei e expliquei a razão do nome e o autor que ela também nunca tinha ouvido falar. Interessante é que todos os grupos musicais vocalizam. Há o cantor solista, mas sempre fazem 3 a 4 vozes. De forma muito gostosa. Escrevo ouvindo-os. Da música brasileira ouvi uma vez Garota de Ipanema e Mais que nada.
CURIOSIDADES – andando pela cidade encontramos dezenas de cachorros, o que se chama aqui de cachorro vadio. Lá todos tem um crachá no pescoço com o nome e o lugar onde habitam. Estão sempre próximos a militares ou dando um bom cochilo.
Deixei Havana com saudade de tudo, mas acho que os três dias completos são suficientes para o turista. Mais que isso seria interessante se pudesse conhecer a área médica, hospitais etc. Cuba já foi considerada a 6ª. Medicina do mundo e na minha formação tive um Professor cubano, o Dr. Arturo Aballi. Hoje Cuba é a maior exportadora de médicos para países subdesenvolvidos sendo junto ao turismo, tabaco e açúcar as maiores fontes de renda do país.

terça-feira, 11 de março de 2014

CRONICAS SOBRE CUBA (2)



FERNANDO AZEVEDO
 
Acordamos segunda feira e como sempre abro os restaurantes. Café da manhã comum como em todos os hotéis, mas com uma coisa que nunca tinha visto: massas (talharim e outra massinha tipo inhoque) com molho de tomate e saladas de legumes. Fomos conhecer Havana num dia lindo e uma temperatura muito agradável. É obrigatório conhecer a cidade a pé. Para as pessoas com alguma dificuldade de locomoção ou que não aguentem o rojão, existe uma coisa chamada bicitaxi que custa 10 CUCS a hora e você vai explorando a cidade que realmente encanta pelas largas ruas e avenidas, calçadas ótimas e praças agradáveis que são um local de convivência importante numa cidade. Numa primeira praça funcionava um sebo e venda também de peças antigas como relógios, pequenos objetos de mesa como vemos em nossos antiquários. Uma coisa chama a atenção: perto de 100% dos livros são sobre Che Guevara e Fidel e alguns Hemingway e assuntos diversos. Seguimos andando e da forma que você vê ruas estreitas e agradáveis com prédios limpos e conservados, depara-se também com verdadeiros cortiços de uma pobreza e promiscuidade gritante. Como tinha como companheiros de viagem dois amigos arquitetos (Mônica e Moisés) e como sou um perguntador juramentado aprendi que o modelo arquitetônico de Havana é tipo geleia geral, acreditando eles que pela falta de uma mão de obra de qualidade, a leitura das plantas não eram fiel e elementos locais eram introduzidos nas construções. Outro detalhe explicado por Moisés é que as ruas sofrem pequenas angulações de forma que o pedestre não a enxerga em toda a extensão, tirando aquela sensação de preguiça de andar um longo trecho. Cubanas vestidas a caráter, com charuto enfiado na boca nos pegam para fotografias em busca de alguns cucs (peso cubano do turista) músicos também compõem a cena e ouvi um trompetista que tirava do instrumento um som delicioso. Muitos grupos de estrangeiros em diversos pontos da cidade, sempre europeus. Só nós falávamos português. Seguimos para o Centro de artesanato a única coisa que Havana vende. Os adoradores de shoppings procurem outro lugar para ir. Chama a atenção entre os artesanatos joias, diversos instrumentos musicais percussivos, caixas lindas de madeira para armazenar charutos e as camisas e bonés revolucionários. Um povo muito simpático e alegre recebe o turista. Na volta para um belo almoço num restaurante italiano que era vizinho ao nosso hotel (preços ótimos e comida deliciosa) contratamos 2 côcotaxi, cada um levando 3 passageiros. Uma moto em forma de coco, uma delicia de transporte numa cidade com um transito calmo. Só o motorista usa capacete, mas confiávamos na medicina cubana em caso de acidente.

segunda-feira, 10 de março de 2014

CRONICAS SOBRE CUBA (1)

FERNANDO AZEVEDO

Desde o ano 2010 quando completei 70 anos, vivo sob um regime ditatorial turístico chefiado pelo Comandante Carlos Alberto e suas fanáticas subcomandantes Fátima e Márcia. Não admitiam que não conhecesse a Europa e determinaram que anualmente teria que ir por lá. Dessa vez no Carnaval me impuseram um roteiro: CUBA. Reagi energicamente, mas fui facilmente dominado pelos três. A ditadura turística determina o período que vou como e onde pagar e nas vésperas chega o homem com os dólares ou euros na minha casa. Só tenho que agradecer aos ditadores. Não que não quisesse conhecer o mundo, mas uma tal de preguiça era superior a tudo. Voltemos à CUBA. Tenho ojeriza aos irmãos Castro, ao assassino Che Guevara e os assemelhados pelo mundo. Tenho pena de um povo que desde descoberto por Cristovão Colombo em 1492 viveu sob o domínio espanhol que exterminou suas origens indígenas, que sem mais mão de obra importou africanos para escraviza-los dando sequencia à busca de asiáticos e europeus para branquear o país já “preto demais”. Povo que viveu após a guerra hispano-americana sob o domínio do Fulgêncio Batista ditador também que levou o país aos mais miseráveis índices de indigência, até acreditar que sua libertação viria com Cienfuegos, Raul e Fidel Castro e Che Guevara que expropriaram todos os bens privados e há mais de 50 anos dominam e privam o pensamento do seu povo. Assassinos de corpos e ideias. Se penso assim por que ir lá? Mas fui. Cheguei a Havana através do Panamá (7 horas) e depois Cuba (mais duas horas e meia). Ao chegar pensei estar na Arena Pernambuco. O aeroporto é todo em vermelho e branco. Muitos militares homens e mulheres fardados fora os possíveis paisanos não causam aquela impressão de descontração que o turista espera. No exame do meu passaporte um a demora incômoda. Na busca das malas vários cachorros que a gente sabe que existem em todos os aeroportos farejando malas lá no depósito, em Cuba “revistam” nossas sacolas, cheiram nossas pernas e eu timidamente fotografava com certo medo as cenas, mas queria realmente fazer um relato do que era possível fazer. Seguimos então para o hotel Plaza bem no centro de Havana num confortável ônibus com um guia muito simpático que nos tranquilizava quanto à segurança da cidade, recomendando somente não andar sozinho após a meia noite por prudência. Um hotel 4 estrelas de mais de 100 anos com aspecto decadente realmente era nossa hospedagem, mas não ligo para essas coisas. No salão de espera duas gaiolas tipo viveiros abrigavam pássaros, simbolizando ali que os bichinhos tinham direito a comida diária, educação e um possível bom veterinário, mas tal qual o assum preto de Luiz Gonzaga pensava “tudo em vorta é só beleza/ sol de Abril e mata em frô/ mas assum preto cego dos óio/ num vendo a luz/ ai canta de dor. Aos que fizeram planos telefônicos aqui no Brasil ou pensavam usar wi-fire desistiram. Essa era a primeira impressão. Estávamos cansados. Precisávamos de um banho e uma boa cama.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

CARNAVAL

FERNANDO AZEVEDO

Vem, vem meninada, vem conhecer o Galo da Madrugada! Vem conhecer caboclinhos, maracatus,blocos e manter essa chama cultural bem acesa. Cada vez mais fico encantado com a época carnavalesca, hoje participando mais do pré-carnaval e viajando desde o ano passado nos dias para atender os reclamos acumulados há quase 50 anos. Os blocos infantis cada dia maiores e com nomes ótimos, o Recife antigo. Falando nele custo a acreditar no que deu uma reunião de bloquistas comandado por Gerson e Murilo do Lilly, onde no Gambrinus se tocava violão e cantava músicas de frevos de bloco. Essa foi a semente e a ela dediquei o meu frevo de bloco Recife Antigo com várias gravações e hoje praticamente um hino de todos os blocos. Recife, Recife, ouço ao longe você me chamar, Recife me espera que outros blocos também vão chegar e por fim Madre de Deus toque os sinos, abre tuas portas Gambrinus que os blocos do Recife querem entrar. Aproveitem o máximo e em relação às crianças, fantasias leves que o calor está grande, hidratação permanente e cuidado com alimentação sem garantias de higiene. Domingo de carnaval sigo para Cuba. Eu não vou vão me levando como dizia a antiga marchinha carioca. Sei que será muito bom, pois vou com ótimas companhias e a ilha é linda. Vou com o olhar de cronista também e na volta conversaremos sobre o que vi
O blog retorna após o carnaval, pois quero todo mundo na rua e computadores desligados. Até a volta.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A MÃO E O PÉ

FERNANDO AZEVEDO
 
Outro dia estava conversando com meu primo Cacá (Ricardo Breno) a respeito de mediunidade, religiões, e chegando a uma conclusão que às vezes na vida um pequeno fato determina o sucesso de uma pessoa. Falávamos de “caveiras de burro” como se chamam alguns pontos comerciais que não dão certo, azares, sortes e destinos. Muitos valores sem serem reconhecidos e aí abordei o mundo musical com tantos talentos que não conseguem um espaço e tantos medíocres que chegam lá. Dentro dessa conversa entrou Lula cuja mãe foi uma retirante por não ter um companheiro à altura e que levou num pau-de-arara a filharada para São Paulo. Coragem de mãe mesmo. Filhos do mesmo pai e da mesma mãe, todos (estou dizendo Lula e irmãos) tornaram-se trabalhadores braçais e pela pobreza e ócio, alcoólatras. Dentro da prole, lá vem a mão que pega um que mantendo a ignorância passa como líder metalúrgico a ser usado como um intermediário entre a peãozada e os poderosos, misturado entre Romeu Tuma e os grevistas. Com inegável e incrível habilidade vai ganhando projeção e torna-se Presidente do Brasil. Não se pode negar o valor, a qualidade e a liderança para lidar com pobres, e ricos empresários. A grande decepção é que estava entranhado na sua formação moral maus costumes que um estadista não deve tê-los. O exemplo da falta de estudos foi tido como um troféu, a bola de ouro dos futebolistas, o grande prêmio. Os sucessivos porres públicos estimulou o comportamento igual de seus pares e a roubalheira, parte por mau caratismo mesmo, e parte pela incompetência, tornou-se o apanágio dessa cambada de sem vergonhas que nos dirige. Os intelectuais petistas de primeira hora, idealistas de um projeto político e social (houve um tempo em que eu quase comprava uma passagem nesse navio) abandonaram o barco imaculado e dos porões onde estavam escondidos, saíram Malufs, Sarneys e Roseanas, Renans, Rosemarys, Martas, Cabrais e outros escatológicos parasitas que estão consumindo o nosso erário e dando os piores exemplos a uma juventude que passa a achar também que o modelo é esse. Nenhuma atenção ao saneamento, à educação e à saúde do povo com programas que realmente tirem o brasileiro da miséria, mas fácil distribuição de dinheiro para consumo de alguns itens de conforto, e com isso desestímulo para produzir, para sair do caos, da ignorância e do despreparo. Dar a Lula títulos de Doutor Honor is Causa diminui em muito os grandes valores que receberam esses títulos. O dele tem o cunho comercial e bajulatório. Você Lula, recebeu a mão que puxa as pessoas para cima, mas errou em não aproveitá-la exceto para enriquecer a si e a seus companheiros, alguns na Papuda. Cuidado agora com o pé, sim Lula o pé na bunda, ele mesmo. Ele é vigoroso!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

SÍNDROME DE DOWN

FERNANDO AZEVEDO


Tenho uma relação de afeto especial com as crianças e adolescentes Down. A minha impressão é que são depositadas neles todas as bondades do mundo, toda a honestidade que se devia ter e não se tem, e um amor pelas pessoas sem falsidade, bem claro e transparente. Na minha vida de Pediatra e esse ano completo 50 anos, tenho um contato mais frequente com Isabela que já anda pela casa dos 25 ou mais e não me deixa nem eu a deixo e é um dia premiado quando ela vai ao consultório e sempre termina o papo com um muito obrigado que derrete qualquer coração. Antigamente muitos não viviam muito pelas complicações das cardiopatias hoje corrigidas. Não eram muito estimulados porque também não eram muito evoluídas a Fisioterapia, a Fonoaudiologia, a Odontologia, TO e outras ciências que fazem parte da Equipe de Saúde. Ninguém é ninguém sozinho. Os colégios precisam avançar e neles ainda há uma enorme precariedade e só alguns recebem crianças especiais o que é lamentável. Uma coisa importante foi a modificação do comportamento dos pais e da própria sociedade. Antigamente qualquer criança que não pertencesse aos padrões “normais” era escondida pela família, não frequentava escola nem a própria sociedade e com isso não alcançavam nenhum progresso. As coisas mudaram felizmente e ai está a APAE, o AACD e outras entidades que dão todo o apoio aos que apresentam dificuldades com audição, visão. Aos que tem problemas de locomoção o Brasil está na idade média. Não há calçadas decentes, os carros adaptados são raros embora tenha havido progresso nos projetos arquitetônicos com a exigência de rampas e elevadores, mas ainda é muito dura a vida dos cadeirantes no país. O assunto de hoje é uma referência ao comportamento da família do governador que recebeu com o maior carinho e orgulho o pirralho Miguel a quem dou também as boas vindas.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

NOVAMENTE O TDAH

FERNANDO AZEVEDO

Recentemente repassei uma matéria a respeito do assunto. Tratava-se de uma declaração do Prof.Leon Eisemberg, americano, nome respeitadíssimo na ciência psiquiátrica e que morreu em 2009 de câncer de próstata. Dizia a reportagem que antes de morrer teria ele dito que o TDAH doença estabelecida por ele em 1968 “era o principal exemplo de doença fictícia” e refere-se o artigo também à vida luxuosa vivida por ele graças à indústria farmacêutica que vendeu toneladas de medicamentos para essa doença. A reportagem é chocante porque mistura o valor científico do Professor, sua confissão de culpa e a grande soma de dinheiro que ganhou com seus conceitos. Saibam todos que a relação médicos, sobretudo os pesquisadores e laboratórios existe e a própria revista der Spiegel afirma que dos 170 médicos que trabalharam na elaboração do Manual of Mental Disorders, 56% tinham ligações com a indústria farmacêutica.  Li vários depoimentos de pacientes e pais rotulados como TDAH em si próprio ou nos filhos, alguns favoráveis e outros desfavoráveis ao uso da droga. A teoria que admitia ser a doença genética caiu tendo o Professor declarado meses antes de morrer ser o TDAH uma doença psicossocial determinada pelos meios como os pais, professores e pessoas ligadas à vida de uma criança a conduzem na vida e que trabalhar esses comportamentos leva muito mais tempo que prescrever uma pílula. Outra psiquiatra escreve uma coisa interessante: “Deixar a criança ser mais Rita Lee (sorrir, cantar) e menos Rita Lina”. Não tenho a menor pretensão de estar contestando diagnósticos, mas não aceito que numa consulta ou num breve tempo, sem um levantamento psicossocial bem feito se condene uma criança a tomar Ritalina para abestalha-la. Nos Estados Unidos chega a 10% a incidência da doença e isso não pode ser verdade. Defendo ardorosamente o TDPCC (transtorno de déficit de paciência com criança). As famílias se desestruturam a olhos vistos. Faltam as babás de outrora que muito ajudaram no amor às crianças (a minha morreu recentemente com 92 anos, minha inesquecível Zefa) faltam avós, os colégios não toleram nenhuma criança “diferente”, os próprios pais não enxergam que os filhos não são iguais e querem estabelecer um padrão único de educação e aí se torna super prático dar um comprimido e deixar o pirralho quieto. O tratamento surte o efeito desejado e a criança enquadra-se perfeitamente no diagnostico. Nada disso, o menino está drogado, nada mais que isso, e por quanto tempo? Algumas prescrições de clientes meus deixam o menino “descansar” nos fins de semana e nas férias. O menino tem direito a aporrinhar os outros por 2 dias e nas férias? O transtorno existe, mas não é epidêmico nem contagioso. A sociedade como um todo é que está ruim basta ler os jornais e noticiários televisivos no Brasil e no mundo. Gerações destruídas! Surge agora o moderno TOD ou Transtorno opositor desafiador. A contestação por parte da criança, a oposição a argumentos seja em que lugar aconteça é doença e não um traço de inteligência e personalidade. Fui com certeza um TDAH ou um TOD não tenho a menor dúvida, pois quem na minha época estudou em seis colégios já viu! O problema é que eu não conseguia me interessar por assuntos desinteressantes e pulava a janela sem nenhum arrependimento até hoje. Acho que o colégio, a escola em geral, poderia ser um agradável centro de convivência explorando o conteúdo básico, mas sem a neurotizante busca de resultados de conteúdos inúteis. Não se ouve falar em jogos escolares, em artes em geral, é só competição. O curral não aceita um potrinho irrequieto e não descobre talentos. Querem somente os retratos dos carecas nos jornais e não fazem ideia do stress que os jovens passam. A vida é dividida em fases. Felizmente estou na ultima, mas com o espírito da primeira, “da minha infância querida que os anos não trazem mais”.